Leitura Estratégica

Cozinheiros devem se preocupar ainda mais com higiene, diz especialista

Alimentos servidos frios, como sushi, devem ser evitados por serem facilmente infectados por vírus


Com o avanço do coronavírus ao redor do globo, muitas preocupações surgem. O isolamento está sendo recomendado em diferentes países e, com isso, diminuem a frequência em bares e restaurantes. Contudo, estes empreendimentos ainda não estão totalmente desligados e, nesse novo contexto, há cuidados extras a serem tomados. Por exemplo, os cozinheiros devem lavar as mãos com água e sabão de 30 em 30 minutos e usar, sempre, álcool 70% para completar a higiene. A recomendação é da professora de Higiene e Segurança Alimentar do curso de Gastronomia do Centro Universitário IESB, Rachel Caetano.

“É um vírus, então nós precisamos tomar os cuidados que podem eliminar ele e evitar passá-lo para frente”, afirma a professora. Além da higiene, ela recomenda também a preferência por pratos servidos quentes. “Sempre deixar a comida aquecida, acima de 70º C, cozinhar bem e evitar carnes cruas”, alerta. O Sushi, por exemplo, é um dos alimentos que devem ser riscados da lista.

Pratos para serem divididas por duas ou mais pessoas também podem ser uma má ideia. Muitas vezes, usa-se talheres que vão à boca e depois retornam para os alimentos. Isso gera uma área de contaminação. “Caso um dos parceiros esteja infectado, ele vai, com certeza, infectar os outros”, afirma a professora.

Aos cozinheiros, Rachel recomenda a uniformização e a atenção para manter a roupa sempre limpa – além, é claro, da higienização constante das mãos. Outra dica, é evitar a contaminação cruzada. “Às vezes, as pessoas usam a mesma tábua para cortar frango e alface. Se o frango tiver infectado, ao cortar o alface no mesmo espaço, acaba por passar para o alface. E o alface não será cozinho, ou seja, o vírus não será eliminado”, indica.

Além disso, donos de bares devem seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Reduzir os horários de funcionamento e também o espaço, dessa forma evitando que muitas pessoas se aglomerem em restaurantes e lanchonetes. Além disso, é importante respeitar a regra de pelo menos dois metros de distância entre as mesas.

Delivery

A entrega de alimentos pode ser um problema muito grande nesse momento de crise na saúde. Aplicativos facilitam a circulação desse projeto mas, ao mesmo tempo, aumenta a quantidade de mãos que tocam o alimento. Caso não haja os devidos cuidados, um pedido pode vir recheado com vírus.

Rachel recomenda que sejam pedidos por sistemas de delivery, sempre, alimentos cozidos e quentes. “É preciso que esteja quente. Por isso, tem de evitar trajetos longos, em que há tempo de resfriar o alimento”, explica. Por fim, é preciso também consciência dos entregadores, que devem ser os responsáveis por higienizar a caçamba da moto ou o local onde ficará a entrega.

Cozinheiros devem se preocupar ainda mais com higiene, diz especialista

Alimentos servidos frios, como sushi, devem ser evitados por serem facilmente infectados por vírus


Com o avanço do coronavírus ao redor do globo, muitas preocupações surgem. O isolamento está sendo recomendado em diferentes países e, com isso, diminuem a frequência em bares e restaurantes. Contudo, estes empreendimentos ainda não estão totalmente desligados e, nesse novo contexto, há cuidados extras a serem tomados. Por exemplo, os cozinheiros devem lavar as mãos com água e sabão de 30 em 30 minutos e usar, sempre, álcool 70% para completar a higiene. A recomendação é da professora de Higiene e Segurança Alimentar do curso de Gastronomia do Centro Universitário IESB, Rachel Caetano.

“É um vírus, então nós precisamos tomar os cuidados que podem eliminar ele e evitar passá-lo para frente”, afirma a professora. Além da higiene, ela recomenda também a preferência por pratos servidos quentes. “Sempre deixar a comida aquecida, acima de 70º C, cozinhar bem e evitar carnes cruas”, alerta. O Sushi, por exemplo, é um dos alimentos que devem ser riscados da lista.

Pratos para serem divididas por duas ou mais pessoas também podem ser uma má ideia. Muitas vezes, usa-se talheres que vão à boca e depois retornam para os alimentos. Isso gera uma área de contaminação. “Caso um dos parceiros esteja infectado, ele vai, com certeza, infectar os outros”, afirma a professora.

Aos cozinheiros, Rachel recomenda a uniformização e a atenção para manter a roupa sempre limpa – além, é claro, da higienização constante das mãos. Outra dica, é evitar a contaminação cruzada. “Às vezes, as pessoas usam a mesma tábua para cortar frango e alface. Se o frango tiver infectado, ao cortar o alface no mesmo espaço, acaba por passar para o alface. E o alface não será cozinho, ou seja, o vírus não será eliminado”, indica.

Além disso, donos de bares devem seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Reduzir os horários de funcionamento e também o espaço, dessa forma evitando que muitas pessoas se aglomerem em restaurantes e lanchonetes. Além disso, é importante respeitar a regra de pelo menos dois metros de distância entre as mesas.

Delivery

A entrega de alimentos pode ser um problema muito grande nesse momento de crise na saúde. Aplicativos facilitam a circulação desse projeto mas, ao mesmo tempo, aumenta a quantidade de mãos que tocam o alimento. Caso não haja os devidos cuidados, um pedido pode vir recheado com vírus.

Rachel recomenda que sejam pedidos por sistemas de delivery, sempre, alimentos cozidos e quentes. “É preciso que esteja quente. Por isso, tem de evitar trajetos longos, em que há tempo de resfriar o alimento”, explica. Por fim, é preciso também consciência dos entregadores, que devem ser os responsáveis por higienizar a caçamba da moto ou o local onde ficará a entrega.